O prefeito do Recife, João Campos (PSB), tornou-se alvo de um pedido de impeachment protocolado na Câmara Municipal após uma polêmica envolvendo a nomeação de um procurador fora da ordem de classificação de um concurso público.
O requerimento foi apresentado pelo vereador Eduardo Moura (Novo), que aponta suposto crime de responsabilidade e violação aos princípios da legalidade, impessoalidade e vinculação ao edital. O caso envolve a reclassificação de um candidato originalmente aprovado fora das vagas, que passou a ocupar uma posição destinada à cota para pessoas com deficiência (PCD), após apresentar laudo médico dois anos depois da homologação do concurso.
Segundo o vereador, a mudança ocorreu fora do prazo previsto no edital e contrariou pareceres técnicos anteriores, o que teria prejudicado outro candidato que já possuía direito à vaga. A alteração foi publicada no Diário Oficial do Município em dezembro de 2025, gerando forte repercussão negativa.
Diante da pressão, a Prefeitura do Recife revogou a nomeação, restabelecendo a classificação original do concurso. Ainda assim, o autor do pedido sustenta que o ato configura irregularidade administrativa e não é anulado pela correção posterior.
A Câmara Municipal do Recife analisa a admissibilidade do pedido. Para que o impeachment avance, é necessário o apoio de dois terços dos vereadores.
Em nota e declarações públicas, João Campos classificou a iniciativa como oportunismo político, afirmou que sua gestão age dentro da legalidade e destacou o compromisso com políticas de inclusão, reforçando que o caso foi revisto com transparência.
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